Nov
14
2008
0

Wat Ampawan - Singburi - Tailândia

01 de Novembro de 2008

Vipassana Retiro no Templo Ampawan

Do dia 01.11.2008 até 05.11.2008 eu fui para um retiro espiritual em meditação (Vipassana) no Templo Ampawan na província de Singburi, Tailândia. Este é o templo de LP Jarun, largamente renomado mestre em Vipassana na região central da Tailândia.

As estátuas dos 3 macacos nos diz as 3 regras do local - Não veja maldade, Não escute maldade e Não fale maldade. O professor aconselha a todos conversar menos, comer menos, dormir menos e praticar mais.

O dormitório no centro é bem esparso e todos dormem no mesmo local. Uma esteira de palha (tipica aqui da Tailândia) e um pequeno travesseiro e isso é tudo para dormir. O lugar é mantido sempre limpo nas horas vagas por nós mesmos, assim como a área ao redor do templo também deve ser limpa pelos praticantes de meditação do local.

Existe uma área bem extensa do complexo de templos onde é destinado a pratica da meditação externa, cercado por vegetação, arvores, um pequeno nós praticamos meditação andando, meditação setados e meditação parado em pé. Os horarios do local são os seguintes: nós acordamos 3:30 da manhã todos os dias, tomamos um banho e vamos para a sala de canto as 4:00 da manhã. Nós terminamos os cantos para Buda as 5:00 da manhã, após isso nós temos a pratica da meditação até 6:30 da manhã. Quando então nós temos nosso café da manhã, o qual é praticamente o mesmo todos os dias, uma tigela com um mingau simples com alguns vegetais e carne de soja. Bem, Isso realmente encoraja os participantes a não comer muito. Após nosso café da manhã nós vamos para o dormitório para descansar um pouco, arrumar as coisas por lá. As 8:00 da manhã nós iniciamos novamente, agora com 3 horas de meditação até as 11:00 da manhã. O método segue alternando entre meditação andando, parado em pé e sentado. As 11:00 da manhã nós temos nosso almoço, o que é muito melhor comparado ao café da manhã. O almoço é composto de arroz, vegetais, carne de soja e alguma sobremesa. É possível repetir se caso voçê achar que poderá ter problemas por conta de hipo, enfim isso vai de cada participante. Lembrando que esta é a última refeição do dia. De acordo com os preceitos Budista não é permitido comer na parte da tarde.

Após o almoço nós temos 2 horas para arrumar as coisas por volta, descansar um pouco se for o caso, mas é altamente desencorajado o ato de falar, ler, usar telefones, computadores, etc..
As 01:00 da tarde começamos novamente com meditação até as 04:00 da tarde, o método é o mesmo explicado acima.

As 04:00 da tarde nós paramos novamente para tomar algum liquido e descansar um pouco. As 06:00 da tarde nós entramos na sala de canto novamente para iniciar o canto noturno para Buda isso tem duração de uma hora. As 07:00 iniciamos meditação novamente agora vamos até as 09:00 a última do dia. Após as 09:00 da noite nós vamos para os dormitórios onde estamos liberados para descansar. Também é encorajado a fazermos meditação enquanto deitados até cairmos no sono.

Esse retiro nos permite a atingir até 10 horas de meditação intensa por dia.

O primeiro dia no templo foi uma novidade, um mundo totalmente diferente, digamos de passagem completamente fora dos problemas mundanos, aparentemente calmo e tranquilo. Quando iniciamos no retiro recebemos uma palestra de boas vindas e somos introduzidos as regras e recebemos um guia para seguir, a primeira grande dificuldade ja surgiu, a palestra de boas vindas é toda ministrada na lingua Tailandesa, sendo perde-se muita informação quem é estrangeiro no país, mas o guia que recebemos é extremamente útil durante os cantos, homenagens, oferendas e rezas.

Seguindo, recebemos roupas brancas e chinelos para usarmos e ja vamos para a sala de cantos, onde assistimos a uma outra palestra ministrada por monges do local. Só dai iniciamos toda as atividades como descritas acima.

A partir do segundo dia de prática, dores, mal jeitos e todos os tipos de incomodações físicas apareçem, fazendo perder a concentração fácil do objetivo. Ouvi no local que dores são inevitáveis e devemos aprender com elas.

Segue alguns Kattas (mantras) usados pelo povo local

Metta Gunnang Arahang Metta
Este mantra foi usado por Phra Somdej Toh, um monge já falecido alguns anos para lidar com um mal espirito e também para ensinar esse espirito a meditar.

Mettanca Sabbalokasaming Manasambhavaye Aparimanang
Esse outro Katta é usado para proteger os motoristas enquanto estiver dirigindo.

Este templo na Tailândia é bem conheçido pelos seus misteriosos aconteçimentos, isso tudo eu fiquei sabendo quando estava lá, pois não existe informação disponível em livros, internet, apenas sabe quem buscar essa experiência.


Santuário do Rei Naret - Este grande elefante é considerado uma santidade, após manifestar um milagre durante uma conferência Budista em Bangkok, a data dessa manifestação foi exatamente a mesma data de uma outra manifestação aconteçida no Templo Ampawan pelo Phra(Monge) Somdej Toh.
Tempo depois esse elefante foi trazido para o templo e permaneçe desde então.


Detalhe para os ossos desse Elefante que foram mantidos e estão a mostra como mostrado na imagem.


Essa é uma imagem de Buda andando, não ha lendas sobre essa imagem.

Seguindo um pouco mais com a história desse magnifico templo, na época o monge LP Jarun o qual teve uma grande afinidade com o Rei Naret. Rei Naret manifestou um milagre na provincia de Maehongson, dirigindo para fora uma tropa vinda de Burma e alguns outros bandidos vindos de outros lugares, com uma poderosa tempestade. Isto inspirou o governo a criar uma coleção de medalhas para comemorar o evento. O monge Sangharaj foi convidado para consagrar essas medalhas. Mr. Pramuam deu algumas medalhas para para LP Jarun, que tomou junto com ele em sua viagem a Los Angeles. Rei Naret comentou a ele sobre um garota chinesa vivendo lá que recepicionaria ele e perguntaria sobre a medalha que ela tinha visto em um sonho, a garota descreveu todos os detalhes da medalha, sem mesmo antes ter visto. Isso aconteçeu exatamente na mesma época que o grande elefante manifestou um milagre. Isso de jeito algum poderia ser uma coincidência.

No ultimo dia do retiro, nós temos um encontro especial com LP Jarun juntamente com outros fiéis todos ávidos a fazerem suas oferendas, Mestre LP Jarun até fez uma brincadeira na hora, “não precisa ter pressa, eu estou aqui” .

Luang Poh Jarun Thitadhammo é conheçido na Tailândia como o monge que pode conversar com espiritos.

Aqui eu termino este artigo sobre o Wat Ampawan na Tailândia. Tão breve eu tenha novas experiências aqui nessa terra maravilhosa postarei aqui nesse blog.

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Nov
14
2008
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Festival Loi Krathong - Tailândia

Festival Loi Krathong na Tailândia

Festival Tradicional Tailândes que aconteçe na noite de Lua cheia do décimo segundo mês lunar, qual normalmente cai em algum dia do mês de novembro. Alguns acreditam que o ritual representa um culto as pegadas de Buda ao longo do rio Narmada, enquanto outros dizem que o festival aconteçe para pagar homenagem e respeito ao Monge Uppakhut, que foi um dos grandes discípulos de Buda.

O festival é celebrado em todo o território nacional da Tailândia principalmente onde existem rios, canais, corregos e fontes de água.
O festival aconteçe este ano do dia 08 de novembro até 12 de novembro na cidade de Sukhothai, antiga capital da Tailândia.

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Nov
03
2008
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Cingapura

Viajei para Cingapura em outubro de 2007, lugar inesqueçível pela presença cultural muito forte vinda da China, India e Malásia.

População 4.839.400, mas não estou aqui para falar muito da geo-política do país e sim para falar um pouco da vida no local, país de primeiro mundo, a maioria das pessoas falam 4 idiomas. País independente mas fortemente influenciado pela cultura Chinesa, predominando a religião Budista, além do Taoismo, I Ching, Hinduísmo, Islã, e outras religiões Chinesas.

Além disso Cingapura possui algumas praias naturais, com possibilidades da prática de esportes como windsurf, kitesurf, impossível surfar, rodei a ilha toda sem sinal de onda (indonésia fica á meia hora de aviao). e claro sua principal atração para o público turista é Sentosa, uma ilha artificial, lugar bonito, mas nem se compara com as praias naturais da Tailândia e Indonésia.

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Nov
03
2008
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Viagem Laos P.D.R.

Arquitetura Tradicional Laos

Uma das minhas viagens para o Lao, país vizinho da Tailândia.

Único país fechado no sudeste asiático servindo de casa para apenas 6 milhões de pessoas. Este lugar foi colonizado por Franceses até sua independência em 1945. Lao também esteve envolvido na segunda Grande Guerra Mundial, destruindo infraestrutura de vital importância.

A maior parte das sinalizações de trânsito são encontradas escritas na lingua Frâncesa e Inglesa, sendo que a lingua oficial do país é o Laotian ou apenas Lao.

Este templo assim como muitos possuem detalhes talhados em vidro e ouro, muitos desses wats(templos) são proibidos fotos e videos da parte interna.

Ao redor do templo você encontra várias imagens de Buda em posições diferente.

Além de belos templos em Vientiane, Lao possui mais paisagens interessantes, como esta vista do Rio que faz a divisa de Lao com a Tailândia. Este ponto é um restaurante típico Lao, culinária bem interessante e exótica, muitos pratos servidos aqui, não utiliza-se talheres para comer, o método é usar a mão.

Outro detalhes interessante, Lao não possui prédios altos, o governo incentiva a Não construção de prédios maiores do que 7 andares, no geral Lao possui casas, muitas casas antigas.

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Dec
31
2007
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Técnicas de Meditação Budista

 Técnicas de Meditação Budista

borobudur - central java indonesia

A Motivação
Quando nos sentamos para começar uma sessão de prática e examinamos o nosso espírito, por vezes surpreendemo-nos por descobrir que ele está espontaneamente positivo. Noutros momentos achamos por bem agir, já que a disposição interior não é verdadeiramente positiva. Acontece ainda que o espírito pode dispersar-se num estado nem positivo nem negativo. A deixá-lo vaguear à sorte, não surtirão efeitos nem positivos nem negativos, só perdemos tempo e energia.

Observar regularmente o seu espírito para registar a sua orientação é um hábito a adquirir, mesmo fora de toda a prática espiritual. Obteremos assim, pouco a pouco, uma abertura autêntica, permitindo ter uma atitude construtiva em todas as circunstâncias. Uma tal disposição revela-se preciosa na vida quotidiana. Ao contrário, um espírito negativo faz nascer tensões que acabam por perturbar a comunicação, seja em família ou na vida profissional e social.

Tudo está estreitamente ligado à perspectiva que escolhemos adoptar. Com um estado de espírito positivo, podemos transformar todas as suas actividades. Mesmo as tarefas fastidiosas tornam-se interessantes, e as tensões interiores que elas ocasionavam antes desaparecem…

No princípio, é preferível sentarmo-nos para habituarmo-nos a tomar consciência da inclinação do nosso espírito. Quando despejamos água lamacenta num recipiente, é preciso deixar decantar para que ela reencontre a sua limpidez. Estando alguns instantes tranquilos e sem tensões, vemos melhor em nós mesmos. Com tempo, essa faculdade torna-se natural. Consciente sem demora do que se passa no espírito, não nos deixamos mais ser assaltados por sentimentos negativos ou por sonhos inúteis que não se realizam nunca.

É preciso um ambiente especial para fazermos acalmar o nosso espírito e observar a sua atitude? Todos nós sabemos que é muito difícil encontrar um lugar solitário e sagrado. Na realidade, a casa, o escritório ou o carro são também lugares propícios. Onde quer que estejamos, o importante é consagrar alguns minutos a este exercício. Tiraremos proveito dos mais pequenos instantes. A calma irá estabelecer-se gradualmente, para tornar-se habitual, depois natural. O exame da motivação faz-se então de maneira espontânea, mesmo em plena actividade, o que é precioso se temos intenção de pisar terrenos férteis em conflitos como o trabalho e a família; aí onde outrora o espírito teria sido solicitado em várias direcções, será mais fácil ficar calmo e construtivo.

Postura e Respiração
Para funcionar, o espírito apoia-se nas energias mais ou menos perceptíveis que circulam nos canais físicos ou subtis, consoante o caso. No Tibete, nós comparamos a energia a um cavalo selvagem e cego montado por um cavaleiro inteligente mas deficiente… Uma postura correcta mantém os canais direitos e permite que a energia circule livremente e sem choques. Expulsar o ar viciado e desfazer os bloqueios alojados nos canais grosseiros e subtis purifica o corpo e o espírito, que reencontram assim um equilíbrio harmonioso.

A postura de meditação budista em sete pontos
A utilidade desta postura é extensamente explicada nos textos sobre os diferentes yogas. Mas sucintamente, o objectivo é permitir aos elementos subtis nos diferentes centros do corpo que recuperem o seu equilíbrio.

  • As pernas estão na posição de lótus ou de vajra (cruzadas uma sobre a outra) ou na posição dita do bodhisattva (cruzadas uma à frente de outra).
  • A coluna vertebral é mantida direita como uma flecha.
  • Os ombros estão puxados para trás, « como as asas dum abutre ».
  • As palmas das mãos estão postas sobre os joelhos; ou ainda, a mão direita repousa dentro da mão esquerda ao nível do umbigo, as palmas das mãos viradas para cima com a extremidade dos polegares em contacto.
  • A língua, nem enrolada nem crispada, repousa confortavelmente contra o palato;
  • Os olhos podem estar abertos ou fechados.
  • No caso presente, deixamo-los numa posição perfeitamente natural, nem fechados, nem encarquilhados;
  • A cabeça não deve pender nem para trás nem para a frente: o pescoço deve estar direito e o queixo ligeiramente para dentro, de forma a manter a coluna direita.
  • Cada ponto desta postura tem a sua importância. Por exemplo, pousar as palmas das mãos sobre os joelhos, ou pousá-las uma sobre a outra ao nível do umbigo, equilibra as energias físicas e estabiliza o espírito. Com efeito, cada um dos principais centros do corpo, ou chakras, está relacionado com um dos cinco elementos: a água, o fogo, a terra, o vento e o espaço (que chamamos por vezes de metal ou madeira). É suficiente tocar em vários sítios do corpo para nos apercebermos de que certas zonas são mais quentes que outras. Isso indica que as energias se parecem consigo mesmas em pontos particulares do corpo.
  • Expulsar o ar viciado
    No exercício que se segue, trata-se de, durante a expiração, expulsar todas as energias perturbadas pelas acções negativas (uma acção pode ser física, verbal ou mental) praticadas sob a influência dos cinco venenos (4). O ar expirado drena também os bloqueios físicos ou mentais que daí resultam, fontes de irritação, de tensões e de reacções agressivas. As cinco «emoções perturbadoras» tornam-se de facto em energia e alteram a saúde, a paz mental e o ambiente circundante.

    Adoptem a postura em sete pontos, as palmas das mãos pousadas sobre os joelhos. Apoiem a extremidade do polegar na base do anelar de cada mão, e mantenham uma ligeira pressão, o que terá por efeito converter a energia negativa em energia positiva. Depois, inspirando normalmente, levem a mão direita à cara, tapando a narina esquerda com a extremidade do anelar e expirando pela narina direita, enquanto abrem a mão esquerda pousada sobre o joelho esticando os dedos. Enquanto expiram, considerem que estão a expulsar todas as energias poluídas pelo ódio e pela agressividade. Pensem que libertam assim os bloqueios em todo o corpo, e que todos os nós subtis se desfazem.

    Repousar a mão direita sobre o joelho e, durante a inspiração, levantar a mão esquerda. Tapar a narina direita com a extremidade do anelar. Com os polegares pressionando sempre a base dos dois dedos anelares, expirar pela narina esquerda esticando os dedos da mão direita. Ao mesmo tempo, considerem que estão a expulsar as energias adulteradas pelo apego egoísta; pensem que todos os bloqueios físicos e subtis ligados ao desejo, à frustração e à inveja se desfazem. Apegar-se aos seres e às coisas procurando um prazer pessoal e imediato bloqueia a corrente da alegria e da felicidade verdadeiras.

    Finalmente, fechem os punhos sobre os polegares, pousem-nos sobre os joelhos e inspirem lentamente, depois expirem com força pelas duas narinas. Abram as duas mãos esticando os dedos. Considerem que expulsam a energia adulterada pela ignorância. Pensem que os bloqueios devidos a conflitos exteriores e interiores causados pela ignorância se dissolvem. A ignorância fundamental mantém-nos num estado de confusão; desorientados, agimos sem compreender realmente os actos, nem mesmo ter uma clara consciência, e isto perturba a circulação da energia.

    Estes exercícios podem ser feitos três vezes. No decorrer da primeira série, a expiração far-se-á docemente, enquanto que na segunda, mais profundamente, e para terminar, muito profundamente. Esta técnica de respiração, que acompanha a concentração mental, age de uma maneira subtil e poderosa sobre o espírito, sobre a circulação da energia e sobre o corpo. No fim do exercício, considera-se que os canais subtis estão completamente limpos: tudo se torna perfeitamente límpido e transparente.

    Alternância de concentração e repouso (na meditação budista)
    Estar fisicamente num lugar tendo o espírito noutro, não é difícil, todos sabemos como isso se faz: a maior parte do tempo o espírito está disperso e galopa em todos os sentidos. Saber centrá-lo e repousar é um verdadeiro trunfo, particularmente num mundo onde projectos e actividades são incessantes. O treino da concentração num ponto é um meio excelente de aí chegar.

    No caso presente, a respiração será o objecto da concentração. O exercício consiste em estar atento à respiração durante alguns minutos, o que conduz a um estado de calma. Experimente contar tranquilamente os movimentos da respiração, sem alterar o ritmo natural e sem se distrair um instante sequer, a fim de estar realmente presente, aqui e agora. Uma vez que o espírito fique perfeitamente focado no vaivém da respiração durante sete respirações, será possível prolongar a duração da concentração e contar onze respirações, vinte e uma ou mais.

    Duma maneira geral respiramos pelo nariz. Quando estamos ao pé do mar, ou na montanha ou num lugar desimpedido em plena natureza, podemos respirar suavemente pela boca, os lábios entreabertos.

    É conveniente alternar cada período de concentração com um momento de descanso de duração equivalente ou, sem contar nem se concentrar seja sobre o que for, procura-se ficar simplesmente no aqui e agora. A alternância destas duas fases evitam o defeito de uma grande crispação e permite que a energia se equilibre de uma maneira harmoniosa.

    Praticada regularmente, esta técnica traz uma clareza de espírito cada vez mais profunda que acalma o corpo e o espírito. É um treino muito útil, para si mesmo e para todos os seres, Assim que ele for explicado em detalhe no capítulo dedicado à técnica do tonglen, podemos ajudar os seres apoiando-nos na respiração. Quando inspiramos tomamos os seus sofrimentos e quando expiramos deixamos verter sobre eles rios luminosos de compaixão.

    Tonglen: Trocar a Felicidade pelo Sofrimento
    Para começar uma sessão consagrada à prática da troca (tonglèn), adoptamos a postura em sete pontos e aplicamo-nos aos exercícios de respiração e de concentração que já foram referidos. Uma vez o espírito estabilizado, meditamos sobre a compaixão: desejamos que todos os seres sejam libertos do sofrimento e das causas do sofrimento, Depois, seguindo o ritmo natural da respiração, consideramos que, quando inspiramos, tomamos o sofrimento de outrem, visualizado sob a forma de uma nuvem escura. A compaixão que sai agora impetuosamente em si, transforma esta nuvem em luz que, pela expiração, se propaga a todos os seres. Esta imensa claridade dissolve os seus véus mentais e enche-os de paz e de bem-estar, tão simplesmente como se ligássemos o interruptor para acender uma luz que dissipa instantaneamente todas as trevas do mundo.

    Todas as espécies de circunstâncias podem ser postas à prova para praticar a troca. Estamos ao pé do mar? Pensemos na multidão que povoa os oceanos e entreguemo-nos ao tonglèn. É certo que, à primeira vista, os seres marinhos não se parecem connosco. Mas o seu espírito não difere fundamentalmente do nosso. A sua forma actual é o resultado dos seus actos anteriores. Como todos os seres do universo, eles procuram o bem-estar e temem o sofrimento. Os grandes peixes comem os pequenos, as espécies minúsculas devoram os grandes, e todos são pescados pelo homem. A sua vida não é mais que incerteza e terror. Desejemos tomar esse sofrimento mental e físico para dar em troca rios de luz e de compaixão.

    Estamos de passagem por uma grande cidade? Pensemos em todas as pessoas que aí vivem, em todos os seres, visíveis ou não, que a povoam, e pratiquemos a troca.

    Quando nos aplicamos a ajudar os outros de esta maneira, apagamos pela mesma ocasião os traços que os actos negativos imprimiram na nossa consciência fundamental. Um treino assíduo permite mesmo, a longo prazo, apagar os traços de outrem.

    No momento de inspirar, não deixe que o medo de não poder assumir todo o sofrimento o faça hesitar. O pensamento do despertar é suficientemente poderoso para transformar tudo. É a este pensamento que devem apelar com todas as vossas forças. Este amor é inerente a cada ser. Mesmo o predador mais feroz é sensível à fragilidade e ao sofrimento dos seus filhotes; para protegê-los e alimentá-los, ele enfrenta todos os perigos.

    Esta bondade profunda está adormecida em cada um de nós, sendo preciso acordá-la: ela é a aliada mais poderosa para transformar o sofrimento em liberdade.

    Talvez achem surpreendente considerar os seres humanos, animais e outras formas de vida como nossos semelhantes em espírito? Na realidade, não é do ponto de vista da aparência que eu os comparo, mas do da sua natureza fundamental. A maneira através da qual cada ser se manifesta é função da forma física que ele se reveste, e depende dos limites desta. Cada vez que um ser muda de corpo, ele é como um viajante que muda de hotel e que pode encontrar-se um dia no mais simples albergue e no dia seguinte num palácio. As condições exteriores variam mas o viajante não muda. Da mesma maneira, os seres podem renascer dentro de um ou outro dos seis mundos de existência, pois o seu potencial profundo não se altera.

    Nos já vimos que o espelho da nossa vida presente reenvia a imagem dos nossos actos passados, e que a vida futura será o reflexo dos nossos actos presentes; daí a importância de ensinar a todos a não-violência. É um meio seguro de obter, a breve ou a longo termo, a paz para si mesmo e para os outros.

    Talvez se interroguem sobre a justificação dum treino como o da troca. Não é desperdiçar o seu tempo em vez de consagrar alguns minutos ou algumas horas da vida quotidiana a praticar? Não de todo. O treino permite em primeiro lugar compreender melhor o sentido da vida, e revela-se a seguir um trunfo precioso no momento da morte. Bem entendido, a morte não é um tema sobre o qual as pessoas gostem de falar. Todavia, uma vez que nascemos, inevitavelmente teremos que morrer um dia. Nesse dia, só o treino espiritual adquirido durante a vida nos ajudará a encontrar a liberdade.

    No momento da morte, a consciência deixa o corpo tendo como a sua única bagagem o karma resultante dos seus actos passados. Tal como a sombra segue o corpo, os resultados dos actos benéficos ou nocivos seguem o princípio consciente. No momento da passagem, se o espírito estiver todo impregnado de benquerença e de compaixão, a experiência da morte, tal como as condições da vida futura serão inteiramente transformadas. Eis porque esta fase é crucial, e é importante fazer com que estes pensamentos se tornem familiares durante toda a vida presente. O treino de tonglèn fará com que, no momento da morte, eles voltem naturalmente ao espírito.

    A prática da troca será assim uma grande ajuda durante essa travessia perigosa. Poderemos aplicar esse treino quando um parente, um amigo ou um animal familiar se encontra no seio da morte. Assistir a um moribundo na fase crítica pode constituir uma verdadeira salvação. É preciso, no momento em que a consciência deixa o corpo e começa a errar no estado intermediário, ser capaz de tomar o sofrimento para, em troca, inundá-lo de luz.

    Nos estados próximos da morte, o espírito passa por experiências comparáveis às vividas nos sonhos: durante o sono o corpo está imóvel enquanto que o espírito continua a funcionar, e conhece uma imensidão de experiências. Imediatamente após a morte, o corpo, inerte, é abandonado, mas o espírito continua a viver toda a espécie de acontecimentos. As primeiras percepções estão principalmente relacionadas com recordações da vida que acabamos de deixar. A seguir entramos numa fase onde se vê o que será a próxima vida. Tudo é vivido no plano mental e subtil.

    Antigamente, existia quase em todo o lado uma tradição de acompanhar os moribundos. Hoje em dia isso faz imensa falta. A maior parte das pessoas não quer sobretudo pensar na morte, e assistir a alguém nesses momentos que precedem a morte e que a seguem está frequentemente fora do seu alcance. Eles não dispõem de tempo suficiente ou, muito simplesmente, não sabem o que fazer. Muitos pensam que só um padre está indicado para fazer o que é preciso para acompanhar aqueles que partem. Na realidade, cada um pode desenvolver a capacidade de socorrer os moribundos com a ajuda de pensamentos positivos e de oração, já que todos os seres sem excepção partilham desta base comum que é a natureza do despertar.

    Nós veremos nos capítulos seguintes os treinos que associam o tonglèn às meditações sobre o amor, a compaixão. A alegria e a imparcialidade; esses são os utensílios de primeira importância que nos servirão para toda a vida.

    No dia a dia, praticar a troca facilita de imediato a comunicação e apazigua rapidamente qualquer conflito. Nós estamos de facto sempre fortemente inclinados a nos queixarmos perante as dificuldades, atirando constantemente a culpa para cima dos outros: pai, mãe, o patrão, o vizinho, o governo ou a sociedade… Não será mais inteligente inverter esta atitude e questionarmos a nós próprios? Não teremos nós uma parte da responsabilidade em tudo o que nos acontece? Esta maneira de pensar apresenta pelo menos uma vantagem: em lugar de nos pormos no papel de vítimas, somos livre de trabalhar sobre nós mesmos para agir sobre a situação.

    Texto extraído do livro “Diamant de Sagesse” do Ven. Mestre Tulku Pema Wangyal Rinpoche, Edições Padmakara.

    Written by Deepcell in: Bhudism |
    Jun
    25
    2007
    0

    Baishawan

    Praia do litoral norte de Taiwan, vale a pena conferir.. segue foto das ondas do lugar, nesse dia tava bem pequeno, 2 pés de onda.

    Â Baishawan Beach

    Written by Deepcell in: Taiwan |
    Feb
    22
    2007
    0

    What the Bleep Do We Know?? Down the Habbit Hole.

    Como ja tinha abordado na sessão o “universo elegante”, sugerindo assitirem a 1 dos 2 filmes:

    1. What the Bleep do We Know
    2. What the Bleep do We Know Habbit Hole

    Nesta categoria vou falar apenas sobre o filme, para darmos o primeiro passo, sugiro assitirem aos filmes acima.

    Segue o link para baixar os filmes atraves do sistema bittorrent:

    Observações importantes:

    Para quem ainda não conheçe o sistema bittorrent, segue dicas para poderem fazer bom uso dele.

    Primeiro passo: Baixar o sistema base de funcionamento do sistema no computador, segue o link:

    http://dw.com.com/redir?pid=10601590&merid=6196618&mfgid=6196618&ltype=dl_dlnow&lop=link&edId=3&siteId=4&oId=3040-2196_4-10601590&ontId=2196_4&destUrl=http%3A%2F%2Fdownload.bittorrent.com%2Fdl%2FBitTorrent-Stable.exe

    Execute o arquivo, e instale.

    Feito isso, vai precisar de um software para administração dos torrents que vai baixar, segue o link do software: (não é virus)

    http://download.utorrent.com/1.6.1/uTorrent-1.6.1-install.exe

    Obs.: Existem outros software que fazem a mesma função do utorrent, recomendo este pois conheço bem e nunca tive nenhum tipo de problemas.

    Feito todas as instalalções, baixar o filmes que passei o link logo acima.

    Bom filme.

    Written by Deepcell in: What the Bleep... |
    Feb
    19
    2007
    3

    O Universos Elegante

    Brian Greene, para quem não conheçe, ele é o autor do livro Universo Elegante e um dos grandes estudiosos e responsáveis pelo desenvolvimento da teoria das supercordas.

    Brian Greene, é autor dos best-sellers: Teoria das Cordas, O Universo Elegante, ele se formou em: Harvard e Oxford, graduado em 1987. Após passar um tempo em Harvard e Cornell, ele atualmente é Professor de Física e Matemática na Universidade Columbia.

    Resumindo aqui vamos falar sobre essa teoria: supercordas, teoria M entre outras da era da fisica moderna.

    Para começar com o assunto eu sugiro assistirem a pelo menos 1 dos 2 filmes citados:

    1. What the Bleep do We Know
    2. What the Bleep do We Know Habbit Hole

    ou ainda assista a este video muito interessante, produzido pela BBC de Londres:

    http://video.google.com/videoplay?docid=4183875433858020781&hl=en

    Written by Deepcell in: Universo Elegante |

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